Trump vira réu por ter levado para casa documentos sigilosos do governo dos EUA

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Ex-presidente dos EUA responde a 37 acusações criminais nesse processo. Pela primeira vez na história dos EUA um ex-presidente se tornou réu na Justiça Federal

Donald Trump foi formalmente acusado em uma audiência na Justiça federal em Miami, Flórida, tornando-se réu. Durante a audiência, o ex-presidente declarou inocência em relação às registradas. A imprensa noticiou que Trump admitiu de braços cruzados durante os cerca de 15 minutos da audiência.

Antes da audiência, um trem de carros foi visto atravessando as ruas de Miami, enquanto as avenidas foram bloqueadas para o trânsito. Trump e seu ex-assessor, Walt Nauta, foram registrados no sistema da Justiça federal, mas não houve a tradicional fotografia conhecida como mugshot.

Trump compareceu à audiência acompanhado de seu advogado, Todd Blanche. A sessão ocorreu sem câmeras ou interferiram ao vivo, e os jornalistas autorizados a entrar tiveram que deixar seus telefones do lado de fora.

Apesar das expectativas de tumulto, a multidão em frente ao prédio da corte era pequena. Durante a audiência, foram aceitas 37 emoções criminais relacionadas à descoberta de documentos secretos em sua residência em Mar-a-Lago, em agosto de 2022. conspiração para obstruir a Justiça.

O Departamento de Justiça afirma que Trump intencionalmente reteve documentos processuais que ele levou da Casa Branca para sua residência em Mar-a-Lago, colocando em risco a segurança nacional. Os promotores informaram ao juiz que não consideram que Trump representa risco de fuga, portanto ele responderá ao processo em liberdade, com a condição de não entrar em contato com as testemunhas do caso.

Nos Estados Unidos, existe uma lei que obriga os presidentes a enviarem todos os e-mails, cartas e outros documentos de trabalho para o Arquivo Nacional. Além disso, outra lei proíbe a manutenção de segredos do Estado em locais não autorizados e considerados inseguros.

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, um ex-presidente tornou-se réu na Justiça Federal. Em novembro de 2022, Merrick Garland, um procurador especial com experiência em casos envolvendo políticos, foi nomeado para conduzido o caso de forma independente no Departamento de Justiça.

Desde que deixou a presidência em janeiro de 2021, Donald Trump tem enfrentado uma série de questões, e essa pode ser uma das mais perigosas para seu futuro político. Especialistas apontam para um grande volume de provas agravadas pela gravidade das alegações.

O Departamento de Justiça divulgou fotos que mostram caixas de documentos guardadas em um palco de um salão de festas, em um banheiro e espalhadas pelo chão de um depósito.

Caso Trump seja considerado culpado nos próximos julgamentos, ele poderá ser preso, enfrentando penas que variam de 10 a 20 anos para cada acusação.

Trump afirma ser inocente e vítima de perseguição política. Em uma entrevista na segunda-feira ao Americano Media, uma empresa de mídia localizada em Miami, ele declarou: "Eles estão usando isso porque não podem ganhar a eleição de forma justa e honesta".

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